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Ter um delivery próprio significa que o cliente faz o pedido direto com você: o contato é seu, a relação é sua e você decide como atender. Não é preciso abandonar outros canais para começar, e dá para montar o básico em poucos dias. Este roteiro cobre cada etapa, do cardápio até a entrega, e aponta onde a maioria das operações tropeça.
1. Escolha o que realmente viaja bem
Nem todo item do salão funciona no delivery. Frito que murcha, prato que esfria rápido e sobremesa que derrete pedem cuidado. Comece com um cardápio enxuto dos itens que chegam bem e que a cozinha consegue produzir com consistência.
- Prefira poucos itens bem feitos a um cardápio enorme.
- Teste a embalagem: prove o prato depois de 20 minutos de trajeto.
- Descreva bem cada item, com o que vem e o tamanho da porção.
2. Defina horário, taxa e tempo de entrega
O cliente precisa saber quando você atende, quanto custa a entrega e quanto tempo esperar. Prometer um tempo que você não cumpre é a reclamação mais comum de delivery. É melhor informar um prazo realista e entregar um pouco antes.
3. Tenha um cardápio online com o nome da sua loja
O cliente precisa de um link que ele possa abrir no celular, montar o pedido e enviar. Esse link é o seu ponto de venda online: você coloca no Instagram, no perfil do Google, no WhatsApp e no QR code da embalagem. O pedido tem que chegar para você de forma estruturada (itens, endereço, forma de pagamento), não como uma conversa para ser interpretada.
4. Decida como aceitar os pedidos
Há duas formas de lidar com a chegada do pedido. No aceite manual, alguém confirma que a casa consegue atender antes de a cozinha começar. No aceite automático, o pedido já entra direto em preparo. O manual dá controle em horário de pico, o automático economiza um passo quando a operação é previsível. Escolha conforme o seu movimento e revise de tempos em tempos.
5. Organize a cozinha para receber
O pedido de delivery compete com o do salão pela mesma cozinha. Quanto menos intervenção humana entre a chegada do pedido e o prato, melhor. O ideal é que a comanda saia impressa na cozinha, separada por setor, e o cupom de entrega saia na expedição, com endereço, forma de pagamento e troco.
6. Resolva a entrega
Você pode usar motoboy próprio, entregador fixo ou parceiro. O importante é que a pessoa saiba qual é o pedido, o endereço e o pagamento. Quando o entregador usa um aplicativo e o cliente consegue acompanhar o trajeto, diminuem as ligações perguntando onde está o pedido.
7. Combine bem o pagamento e o acerto
Defina quais formas de pagamento você aceita na entrega e como o entregador presta contas ao voltar. O acerto entre quem recebeu o dinheiro e o caixa é onde muito delivery perde dinheiro sem notar: pedido entregue, valor não conferido. Ter um passo explícito de conferência evita essa conta que nunca fecha.
8. Divulgue e meça
Delivery próprio só funciona se o cliente souber que ele existe. Divulgue o link onde seu cliente já está, ofereça o cardápio online na mesa e na embalagem, e acompanhe de onde vêm os pedidos. Depois de algumas semanas, os dados mostram quais itens vendem mais e quais horários precisam de reforço.
Como o Pedi+ entra nesse roteiro
Nos planos com delivery, sua loja ganha um cardápio online com o nome dela. Os pedidos chegam direto no sistema, com aceite manual ou automático, a comanda é impressa por setor da cozinha e o cupom de entrega sai na expedição. Se você usa o aplicativo do entregador, o cliente acompanha a entrega no mapa e avalia no fim, e o acerto do pagamento fica registrado numa fila de conferência, ligada ao caixa de quem recebeu.
Hoje o cardápio online registra a forma de pagamento escolhida pelo cliente, mas a cobrança em si acontece na entrega ou por fora do sistema. O Pedi+ trabalha em tempo real com o servidor e precisa de conexão de internet.
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